PARCEIROS NT

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17 de junho de 2017

Psicóloga tancredese é um dos destaques no Jornal CORREIO, que reporta programa do Sebrae

 (Foto: Divulgação)

Como se faz em dia de jogo de futebol, um grupo de colegas se reuniu, sentou à mesa, virou alguns copos e conferiu os smartphones, à espera de uma classificação. Era final de abril, num fast food que fica na Orla de Salvador, e os interioranos estavam dispostos a rir ou chorar juntos, ansiosos pelo ultimato de uma seleção iniciada em janeiro. Sessenta deles, no total, já haviam passado para a última fase, mas só 40 seguiram em campo, contratados até 2019.
Bolsistas selecionados e capacitados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), eles devem ajudar, até setembro, 1.600 pequenas empresas de oito regiões da Bahia a tentar superar desafios de crescimento, tornando-as mais competitivas por meio de ações inovadoras. No caminho, os recém-formados ganham musculatura empreendedora e não deixam que pequenos comércios, serviços e indústrias fechem as portas.
“Tenho aprendido que o universo empresarial tem suas especificidades e mesmo que minha formação em Psicologia me ajude a perceber pessoas, ler contextos e comportamentos, é fundamental essa separação entre as profissões”, avalia Laís Santos, 26 anos, graduada pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB).
Ela, assim como a professora de biologia Ediane Eduão, a advogada Clara Carvalho, o administrador Danilo Carvalho, o engenheiro florestal José Linhares e seus colegas com outras formações acadêmicas já não atendem necessariamente pelo título que consta no diploma de graduação. São, hoje, agentes locais de inovação (ALI), integrantes de um programa de mesmo nome, e têm a oportunidade de ajudar a terra natal ou aquela que escolheram para viver.
Cada agente, orientado por um consultor e um gestor do Sebrae, faz diagnósticos, propõe melhorias e acompanha o avanço de empresas de pequeno porte (EPP) por cerca de dois anos, sem cobrar nada por isso. O Programa ALI é fruto da parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações que apoia a pesquisa no país, e deposita aos agentes uma bolsa mensal de R$ 4 mil. 
O ALI acontece em todo o território nacional, desde 2010. De lá pra cá, 8.064 agentes estiveram em campo, atendendo 294.133 empresas, 7.075 negócios somente na Bahia. “Nosso último acordo firmado com o CNPq, em 17 de abril de 2017, tem seu prazo de vigência até 2021”, afirma Marcus Bezerra, gerente adjunto da Unidade de Acesso à Inovação e Tecnologia do Sebrae Nacional.(Correio)

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